Virei ciclística!

Meu primeiro post de bike. Eu sei, demorei!

Mas demorei pois queria entender melhor a minha relação com a magrela. Mas já vou adiantando… Estou vivendo um triângulo amoroso! Eu, a corrida e o pedal.

Nunca imaginei que isso fosse possível. Odiava as aulas de spinning. As poucas vezes que fiz na vida fiquei com a bunda tão dolorida que nem conseguia andar direito. Era tipo um trauma.

Mas como “tudo muda o tempo todo no mundo” eu quis encarar um esporte novo. Pensei em circo, futebol e skate. Nossa que eclética! Mas é verdade. Pesquisei tudo isso e optei pela bike. Algo que até então nem estava na minha lista.

But, estava em casa assistindo o Tour de France e de repente um estalo. Ciclismo, eu te quero. Sério. Foi bem assim gente. Mesmo tendo muita influência de pessoas bem próximas, foi assistindo o Tour que me empolguei!

E lá fui eu entrar neste mundo. Juro, um mundo a parte mesmo.

E já comecei dando muito fora.

Passei a mão no telefone empolgadíssima e… Oi, estou assistindo o Tour de France e este treco é muito legal. Hoje tá rolando o quebra relógio, eu me empolguei e quero uma bike! Se liga Juliana, a prova é “CONTRA RELÓGIO”! Ok, desculpa…

Mas esse povo da bike é doido, eles tem um dialeto próprio. Eu não entendia nada. Fora que eles devem ser tudo ganhadores da mega sena. Nada é menos que 100 conto. Só o squeeze. Que eu descobri que não se chama squeeze para os bikers e sim caramanhola. Que eu já apelidei de carambola.

Primeiro acessório que pensei foi o capacete. O mais importante! Já que me falaram que no começo todo mundo cai. Mas escolher um capacete exige muita grana. Uma variedade. De 400 a 2000 reais. Tudo para você ficar parecendo um Pokémon de estilo.

Segundo e não menos importante, uma bermuda com banquinho. Já estava pensando naquelas dores no popô da aula de spinning. Chamo de bermuda de banquinho, mas não sei se ela também tem seu nome próprio. Help me ciclistas!

Ok. Tinha bike, carambola, suporte da carambola (sim, é a parte, também tem que comprar), uma roupinha, uma luva e um Pokémon na cabeça.

Feliz da vida pensei: Oba! Virei ciclística!  Não Juliana. Você precisa colocar um pedal na sua magrela. Como assim? Eu gastei toda a poupança, quebrei o porquinho, fiz carnê tipo financiamento de carro e a minha bike não tem pedal? Não. Nenhuma bicicleta de pneu fino vem com pedal. Toma!

Ok também. Fecha os olhos, abre o bolso e põe na conta. Aliás, vendedor, inclui no carnezão?

Agora sim, vamos pedalar!

Coloquei minha roupa, meu capacete, meu tênis e subi na minha própria bike speed. Me senti! Me senti indo a uma festa a fantasia, isso sim. Mas vamos lá!

Eu toda fantasiada de “ciclística”na ciclovia da Marginal Pinheiros, onde só tem ciclistas de verdade. Tem também pessoas ou ETs que fazem Ironman. E eu lá. As capivaras também estavam lá. Várias delas, tipo andando em gangue. Fiquei chocada que capivaras andam no meio da ciclovia e os ciclistas têm que desviar, tomar água da carambola e manter a velocidade de 40km/h sem cair ou derrubar alguém do pelotão. Muita informação. Podia ter parado ali e ter ficado só analisando a sincronicidade das coisas. Estava achando tudo lindo! Até um pelotão passar voando por cima do coco de capivara e espirrar tudo na minha bike speed novinha, branquinha e carinha. Mas continuei pedalando como se não houvesse coco na minha bike speed cara e financiada!

Obviamente que o povo me identificava como uma novata, pois eu usava tênis de corrida e os ciclistas usam sapatilha. Mas sapatilha é para quem já estava em outro nível de loucura e eu só estava entrando no hospício.

Descobri que tinha 11 marchas na direita e 2 na esquerda e que tinha que usá-las no volantão. Ainda não entendia pra que tanta marcha. Mas fiquei feliz com esta ostentação no meu câmbio! Descobri que sei menos de matemática do que imaginava. Calcular distância e velocidade não é minha praia. E para isso vou precisar comprar um treco que eles usam no guidão que parece uma calculadora mesmo.  Descobri também que não é nenhum absurdo começar a treinar às 5:50, como faço diariamente. Esse povo doido, começa a treinar 5:30 da matina na USP. E tudo feliz da vida!

Só que me ver neste mundo novo foi um tumulto absurdo na minha manhã!

Saí da ciclovia com a boca seca de tanta sede. Mas não quis arriscar pegar a carambola e cair. Em compensação, saí de lá muito feliz! Tinha encontrado meu novo esporte.

Cansaço? Teve. Dor na bunda? Mais ainda.

Mas dois dias depois estava em cima da bike de novo. E cheia de histórias e foras. Mas fica pro próximo post!

 

PS: Na minha língua, ciclísticos fazem ciclisticismo. Tipo passeio ciclístico. Ciclistas fazem ciclismo. Aí já não é mais um passeio!

4 Comentários

  1. Mariana Stocco disse:

    Meu maior orgulho desse ano! Muito feliz pela sua evolução.

    Ainda precisamos roubar nossa capivara!

    • Juliana Winter disse:

      Melhor que ter uma bike é ter você pra me aturar!
      Um dia te alcanço nas subidas Cat!

      Ah! E depois do Iron a gente pega, certeza! Por enquanto te poupo de qualquer acidente!hahahahaha
      Minha Ironcat!

      Bj Bj Bj

  2. Paola disse:

    Adorei seu post!!
    Como foi usar a sapatilha pela primeira vez? Conseguiu desclipar antes de parar?
    Bem vinda ao meu mundo!!
    Bjs

    • Juliana Winter disse:

      Ah… obrigada amore.
      Foi tenso. Estava morrendo de medo! Tive um mini tombo mas sobrevivi!
      Desclipei algumas vezes, mas uma não resisti ao chão! hahahaahaha

      Bj Bj Bj

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