Post para minhas amigas

Post para minhas amigas

 

Desabafo: eu choro de saudades delas.

E não tenho vergonha disso. Há quem diga que amigos de verdade são poucos… Devo ter muita sorte então, já que tenho várias. Impressionante como boas pessoas cruzam meu caminho. Deus é generoso comigo.

Julia, minha baby. 19 anos e um mulherão da poha. Tem as palavras certas nas horas certas (e as erradas nas horas erradas),  manja de tudo, me choca o jeito que enxerga a vida. É uma lição de vida. Conhece todos os meus defeitos e me chama a atenção. Conhece todas as minhas qualidades e não cansa de me elogiar. Ela é mágica. Cutuca a ferida sem deixar doer. Acredita mais em mim do que eu mesma. Adivinha o que estou pensando, passando e sentindo. É energia pura.

Lívia, minha crazy. Mas a crazy mais responsa que conheço. Médica, Ironman, forte, pura. Gosto de ver a ingenuidade dela, não acredita na maldade das pessoas, acha sempre uma outra saída, uma outra resposta. Às vezes preciso dar umas chacoalhadas nela! E outras, ela precisa colocar meus pés sonhadores no chão. E assim seguimos, uma completando a outra. É minha alegria constante. Perco as contas das vezes que rimos até a barriga doer!

Outra Julia. Minha alma gêmea. Carioca. Nos conhecemos pelo Instagram, acreditem. Mas depois que nos conhecemos pessoalmente, nos assustamos! Somos parecidas em TUDO. Eu morava em São Paulo e ela no Rio, mas foi ela que mais acompanhou de perto uma das piores fases da minha vida. Nossos encontros eram sempre divertidos, mas depois, ela sempre me via chorar. Foi uma fase terrível e era ela quem enxugava as  minhas lágrimas até por telefone. Foi ela que não me deixou desistir um dia antes da Maratona do Rio. Foi ela que me pegou pela mão nos metros finais e cruzou o pórtico comigo, me abraçou mesmo vomitada e chorou comigo. Passamos o ultimo réveillon juntas no Rio e no dia 31 de dezembro, ela me levou para correr até o Cristo Redentor. Eu nunca vou esquecer… ela olhou nos meus olhos, no pé do Cristo e disse: Alma, acabou o sofrimento, esse ano é seu. Como ela sabia de tudo gente? É um anjo mesmo.

Dani. A amiga da amiga. Chegou de fininho e ficou na minha vida. Minha parceira de topa tudo. Ela topou ir comigo de carro para este réveillon no Rio no dia 26 de janeiro. Ela estava comigo no Cristo também. Ela também me viu chorar muito, mas me fez dar as gargalhadas mais escandalosas da vida!  Ela topa dar cambalhotas pelos hotéis mundo afora. Ela topa ir no churrasco de gente desconhecida e vira melhor amiga de todo mundo em um minuto. Ela estava comigo nos meus primeiros dia em San Diego, na minha primeira semana sozinha na California. Ela acreditava mais do que eu que eu ficaria aqui.  Agora ela mora em Londres, vivemos em um fuso de 9 horas, mas a gente consegue se falar quase TODOS os dias. Agora, mais do que nunca a gente entende o coração uma da outra.

Paty, que não consigo nem descrever tudo que faz por mim e nem percebe! Não passa um dia sem me ligar. JURO. Não é exagero, ela me liga todos os dias só para perguntar como estou. Ela é a alegria em pessoa! Não me deixa cair. Só de ouvir o seu “oi mano” eu já começo a falar alto e contar como foi meu dia. Pergunta dos meus treinos, cobra minhas notas altas e entende perfeitamente meu coração. É uma irmã. Me acolheu inúmeras vezes… Sabia de tudo sem eu contar, me decifrava pelo olhar.  Me deu colo, coragem, força, cerveja, whey e até uma cama na sua casa. Sou apaixonada pela nossa amizade

Mas e agora? Como sobreviver sem a presença física dessa mulherada? Como ficar sem nossas piadas internas, que só de lembrar caio na gargalhada sozinha? Como não sofrer junto às frustrações amorosas? Como não sair para jantar na dieta focada e terminar em três garrafas de vinho? Com quem dividir o treino que foi maravilhoso ou simplesmente esquecer do treino porque precisava era ficar de pijama comendo pipoca? Como lidar com o fuso horário? 4 horas de diferença para o Brasil, 9 para Londres… Eu acabo deixando a caixa postal de todas cheia de recados, o WhatsApp cheio de mensagens, mas nada cura essa saudade.

Fiz novas  e boas amizades por aqui. Mas nada como elas. Cadê aquele assunto de pace, treino, funk e gin? Eu tive que me reinventar sem vocês… Graças a Deus, por algum momento eu esqueci o pace. O funk eu ensinei pra francesa e pra sueca. Aprendi o surf com a americana. Aprendi também a moda desprendida da paraguaia. Aprendi que amizades e relacionamentos podem ser verdadeiros mesmo quando os interesses são diferentes. Aprendi que as antigas amizades perduram, independente de distância, e que as novas te acolhem.

Cada dia que passa, percebo que posso ter várias amigas. E que todas podem dividir a panela de brigadeiro comigo, independente do seu lifestyle.

Em um mundo onde cada um se preocupa apenas com seu próprio umbigo, eu percebi algo em comum: todas elas arrumam um tempinho para se preocupar comigo.

Chorei muito numa sexta feira a noite por me sentir sozinha. Mas depois de escrever isso para vocês me dei conta de como sou abençoada e agradeci muito por ter cada uma comigo e por sempre entenderem meu drama.

Pode parecer clichê, mas eu não vivo sem minhas amigas!

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