Na simplicidade do amor

Na simplicidade do amor

Leia ouvindo “Se fosse tão fácil”

https://www.youtube.com/watch?v=2BuhVYVbD2g

Tô acreditando que o amor tem fases. E eu também. Já pensei que ele tinha que ser intenso, forte, com juras e provas. Foi-se a época.

Talvez ele te traga flores. Mas isso eu nunca gostei.

Talvez ele te deixe um buraco vazio. E aí você goste.

Talvez ele esteja presente 24 horas. Ou 12. Ou 6. Ou talvez aprenda a lidar com a ausência física dele. E volte a pintar, escrever ou  correr por ele.

Tô achando que o amor mora nas coisas mais simples. Naquela mensagem “me avisa quando chegar” mesmo quando um continente te separa e não naquela cena de filme de romance.

Prefiro que ele pegue a sua garrafinha de água depois de um treino e espirre na minha cara, ou esfregue o sorvete na minha bochecha e me deixe puta ao invés de me abraçar e parecer aquela outra cena de filme.

Gosto de deitar longe, cada um no seu celular e depois fazer do seu peito travesseiro. Comecei a gostar do silêncio, mesmo quando temos muito a falar.

Tô entendendo que o amor mora dentro de mim, independente do tanto que ele transborde. Ainda mais nos dias de hoje em que a tecnologia deixou tudo tão exposto e está nos “acostumando” a medir o tamanho do amor pela quantidade de posts em redes sociais.

Acho mesmo que ele está presente na rotina. Num beijo de bom dia ou num “dá a mão” enquanto eu corro. E agora tenho que acreditar mais ainda que ele resiste à falta de rotina e de presença.

Quero gargalhar das piadas mais toscas e dos capotes de bicicleta! Quero leveza. Comer no quilo do mercado ou ir àquele restaurante que exige dress code, com a mesma animação.  Quero mais leveza. Pegar um trânsito de 12 horas e brincar de “stop” ao invés de reclamar e nem me irritar quando o time dele ganha do meu.

Esqueça os filmes. É tudo ficção. Esqueça as flores, elas murcham. Esqueça a super exposição, ninguém precisa acreditar no seu amor, só você.

Talvez esses meus dias sozinhas tenha me deixado ainda mais fria, ou um pouco mais sensata. Não sei. Mas tá sendo incrível amar de um novo jeito.

 

 

 

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