A história do primeiro Air Max

A história do primeiro Air Max

O Nike Air Max completa hoje, dia 26/03, 27 anos!

E apesar de hoje ser um dos tênis mais procurados da cena de streetstyle , ele nasceu como um tênis para a prática de esportes. Mas ao longo de 27 anos, ele transcendeu barreiras e acabou como um ícone de moda. O queridinho das fashionistas que aderiram ao visual sporty.

E aproveitando esta data eu fui a fundo na história todinha dele e cheguei a uma conclusão: Sr. Tinker Hatfield, tu é o cara!

Olhem só…

O que é zero? Do ponto de vista matemático, nada, um número criado para representar a ausência. Para a Nike, porém, ele representa o começo, a ideia inicial que conduz à criação de grandes invenções.

Assim, o zero se transforma no Air Max Zero – um conceito colocado no papel há 29 anos que resultou em quase três décadas de inovações. Aquele não foi o primeiro Nike Air Max. Sem ele, entretanto, o Nike Air Max 1 não teria existido. 

Na época, a tecnologia Nike Air já havia sido apresentada ao público, e fazia grande sucesso entre os amantes da corrida. Mas Hatfield sabia que aquilo não bastava (tô falando que ele é o cara!) Era preciso expandir a ideia de ter ar sob os pés. A Nike tinha a tecnologia, mas era preciso encontrar a embalagem perfeita para mostrá-la ao mundo. Hatfield pegou o papel e a caneta e foi fazer exatamente isso.

O que ocorreu depois é história, certo? Hatfield foi a Paris, onde viu o Centro Pompidou, e se sentiu inspirado pelo desenho do edifício, que parece uma construção virada pelo avesso. Ao voltar para Oregon, ele se sentou diante da prancheta e deu vida ao conceito do Air visível, na forma de um tênis de corrida inovador.

 

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Esboço do Air Max Zero

 

Inconscientemente, Hatfield partiu de designs que só ganhariam formas concretas anos depois. Ele centrou esforços na criação de um tênis que tivesse o necessário para garantir o máximo conforto e um melhor desempenho.

O cabedal foi desenhado com o objetivo de ser confortável e ajustado ao formato do pé – sem biqueira. O esboço também trazia uma tira externa no calcanhar, sem apoio, em um conceito de design que só seria concretizado no Nike Air Huarache, apresentado em 1991. 

Resumindo: Hatfield desenhou um tênis tão avançado que, naquele momento, não podia ser produzido. 

“Em muitas formas, o modelo estava à frente de seu tempo”, diz ele. “Não apenas por causa da aparência, mas também pela estrutura. A tecnologia e os materiais disponíveis na época não eram avançados o bastante para executar aquela visão original”. 

Diante dessa realidade, Hatfield se viu forçado a reinterpretar o primeiro desenho. Isso levou à criação do Air Max 1, que acabou sendo o início de uma revolução na indústria dos tênis de corrida. A bolsa de Air visível logo avançou da corrida para o basquete. Com o tempo, o Nike Air Max ultrapassou as fronteiras do esporte e se transformou num produto essencial de lifestyle, reconhecido em todo o planeta.

A VOLTA DO ESBOÇO

O Air Max Zero ficou perdido durante quase 30 anos em meio a constante evolução da Família Air Max. Mas durante uma pesquisa em busca de fontes de inspiração para comemorar o Air Max Day, a equipe de design da Nike Sportswear encontrou o esboço de Hatfield e o achou interessante.

 

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Tinker Hatfield e Graeme MacMillan

 

“Estava havendo uma exposição da retrospectiva do Air Max, com os primeiros protótipos e amostras que nunca tinham chegado a ser produzidos”, conta Graeme McMillan, designer da Nike encarregado de tirar o Air Max Zero do papel. Foi como uma escavação arqueológica. Ali estavam peças que só podem ser vistas por quem trabalha lá dentro quando a equipe descobriu a origem do esboço, decidiu na hora o que deveria ser feito.

A primeira impressão que McMillan teve sobre o desenho de Hatfield foi uma definição perfeita para o esboço original.

“É uma grande responsabilidade fazer jus ao primeiro desenho de modo que ele seja fiel ao original e, ao mesmo tempo, acrescente um elemento de inovação que permita construir o tênis de uma forma que teria sido impossível em 1987, quando o Air Max 1 foi lançado”, completa McMillan.

 

DO CONCEITO AO PRODUTO

Para dar início ao trabalho, os dois designers se reuniram, e Hatfield transmitiu todas as informações a McMillan. Ele ressaltou que o objetivo do projeto original era oferecer o máximo de conforto.

Para transportar o antigo esboço rumo ao futuro e concretizar o propósito de Hatfield, McMillan decidiu apostar na decisão de acrescentar as mais recentes inovações da Nike ao projeto. Entre elas estão tecnologias como o solado Air Max 1 Ultra, apresentada recentemente e utilizada no Air Max 1 Ultra Moire, com uma estrutura oca de Phylon. E também os cabedais que reduzem o volume sem abrir mão da sustentação, além da malha de monofilamento que ajuda a construir uma ponta fora do comum, sem prejudicar a circulação de ar. Assim, o conceito original de Hatfield tomou forma – e o Air Max anterior ao Air Max ganhou vida.

 

 

“Adorei”, afirma Hatfield. “O tênis usa materiais e estrutura modernos. Acho que essa é a única maneira de fazer esse modelo. Não estamos mais no passado, as coisas mudam. Se tivessem me dado o projeto agora, eu também teria escolhido novos materiais”.

 

O Air Max Zero estará disponível para pré-venda por 24 horas a partir da meia noite do dia 22 de março pelo nike.com/sportswear. A partir do dia 26 de março, data do Air Max Day, o modelo poderá ser adquirido normalmente com exclusividade também no nike.com/sportswear.

 

 

 

 

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