21K Track & Field Eldorado

Calma! Não sou louca! Mas sim… Foram duas meias seguidas.

Se comparado aos longos para a Maratona isso não é nada. Mas se pensar que prova é prova e treino é treino, podem achar tudo isso uma loucura!

Quando isso rolou, meu treinador não engoliu muito bem não… Até tentou me convencer a ir pros 10K. Mas eu que acabei convencendo-o!

Pós Meia do Rio eu teria uma semana regenerativa. E assim foi. Minha personal pegando leve e a corrida que seria 60´de boa na quinta, não rolou por um outro compromisso. Então não corri nada entre as duas provas.

BUT… Tive um Pacer! O Iuri do Nike + Run Club!

No começo isso me preocupou um pouco. Nunca havia corrido com um “coelho” e também não sabia se estaria inteira para me esforçar tanto. Mas encarei.

Como vamos fazer esse troço Iuri?

Acha que consegue manter 5:20?

Acho.

De 5 em 5k vou perguntando como você está e se estiver bem vamos apertando. Ok.

Pela primeira vez na vida corri sem fone. Queria ouví-lo, focar, concentrar. E assim fomos. Numa parceria silenciosa. A cada 5km a pergunta. A cada ponto de hidratação… quer água? A cada km vencido um incentivo. E eu só respondia: AHAM e TÁ.

Larguei empolgada e confiante. Sentia a força que estava fazendo. Mas curtia esse esforço.

No km 10 ele olhou para mim e disse: a prova está começando agora. Vamos?

Respondi que sim com a cabeça. Mas juro que lá no fundo a vontade era… Cê tá louco? Já começou faz tempo! Não vou mais a lugar nenhum, sai fora!

Não sei se ainda era o peso do Rio ou se fazia muito mais força que o normal mesmo. Só sei que do 10 em diante fomos ajustando e eu fui sentindo que estava cansada, mas forte. Também estava desconfortável. E muito.

Algumas pessoas já tinham me falado… Você tem que aprender a sofrer. Sentir dor. Sair da zona de conforto. Eu lembrei disso e  fui desse jeito mesmo… Sofrendo, fazendo careta, quieta e de olho no relógio. Não queria deixar o ritmo cair. E para isso fui me matando aos poucos!

No km 18 ele falou: Só falta 3 tá fácil, você está ótima. Faz mais força. Eu fiz.

No km 19: agora vai com o coração, aperta um pouco. Eu apertei.

No km 20: chegamos tá logo ali, vamos, vamos vamos, vamos… Eu fui.

No 21: Vai, chega bonito, voa. Não sei como consegui, mas voei.

Meti a mala mesmo! Estava destruída.  Mas cheguei bonito, do jeito que ele mandou.

Fiz tudo que ele mandou. Mesmo quando senti vontade de mandá-lo embora!

Acreditei nele, pois ele estava acreditando em mim. E não o decepcionei.

Neste dia eu vi que o trabalho dos Pacers é muito mais do que eu imaginava. Nos treinos apenas seguimos aquele ritmo e pronto. Mas nesta prova enxerguei muito além disso. Ele entendia pela minha respiração quando podia ir mais forte ou diminuir. Ele me encheu de moral e eu acreditei. E era isso que eu precisava… acreditar em mim.

Serei eternamente grata IURI!!!

 

 

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